quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Festas de fim de ano
Olá a todos... Não tenho aparecido por aqui não é verdade? Confesso que às vezes até me esqueço do blog. Esqueço que criei o blog...
Desta vez resolvi passar por aqui por causa de um susto!!!
Precisei levar um susto para poder me lembrar de vir aqui no blog alertar vocês!!!
Então vamos aos fatos:
Fato 1- Eu tenho uma Bichon Frisè que é muito levada, e muito, muito gulosa, mas ao mesmo tempo muito inteligente, bem treinada e obediente.
Fato 2- Casa em época de festas fica caótica e às vezes a gente esquece de controlar nossos peludos.
Minha mãe, ganhou um presente adiantado do Papai Noel, que era uma cestinha com sabonetes de erva cidreira. Minha sobrinha, encantada com os sabonetinhos ficou brincando com eles, e quando parou, largou no chão. Assim, como disse no fato 2, a casa fica caótica, ninguém se lembrou do sabonete no chão, nem da Letícia (a Bichon citada no fato 1).
Resultado: Letícia comeu o sabonete... E foi parar na emergência da clínica veterinária. Isso aconteceu no fim de semana, em que eu não estava em casa, tinha viajado para assistir aulas da especialização. A sorte foi que minha mãe conseguiu entrar em contado com um amigo e colega veterinário, que tratou da minha pestinha peluda. Ela ainda está se recuperando, mas de maneira geral, esta bem!!!
Olhem ela aí:
Então tá. Isso precisou acontecer para eu me lembrar do blog, e me lembrar de vir aqui, alertar a todos vocês sobre os perigos das festas de fim de ano.
A primeira coisa que eu gostaria de enfatizar aqui é que as ceias de Natal e Ano Novo são para você e sua família... não para o cão ou gatinho da casa. O mesmo serve para almoços, jantares, lanches, café da manhã, etc... cachorro tem que comer comida de cachorro, e gato de gato, e pronto!!! É o certo, é o que é bom para a saúde deles!!!
Eles vão perceber as comidinhas gostosas assando, as coisas diferentes, e vão pedir.... resista... Nunca pense, “é só um ossinho, só um chocolatinho, um docinho... tadinho dele” ou então seu animal pode passar as festas de fim de ano internado na emergência de uma clínica veterinária, pois alimentos não adequados podem provocar uma infecção intestinal, ou mesmo uma intoxicação grave.
Além de não fornecer comida inadequada a eles, vocês devem ficar atentos com sobras deixadas pelos cantos da casa, um copo de refrigerante, vinho ou espumante deixado em um degrau de escada, um prato com um restinho na beirada da pia. Como eu disse no fato 1 lá em cima, a casa costuma ficar caótica, e fica mais difícil controlar nossos peludos... e se eles tiverem a chance, eles VÃO roubar o que acharem de mais gostoso e à disposição.
As plantas do Natal tais como o azevinho também causam problemas, pois são tóxicas. Não se esqueça: a melhor cura é a prevenção. Mantenha todas as plantas perigosas fora do alcance de seus animais de estimação e mantenha os pratos dos doces em locais disponíveis somente para as pessoas.
Os ossos de aves (de novo os ossos) podem parecer como o presente perfeito para o animal de estimação que tem tudo, mas fazê-lo é um risco gravíssimo. Mesmo os ossos maiores do perú podem lascar-se, largando farpas através dos intestinos do animal. Se um perfurar, o resultado pode ser fatal. Se for dar ossos dê ossos grandes de vaca, devidamente cozidos. Após algum tempo de diversão jogue-os fora, pois mesmo os ossos cozidos podem solidificar como cimento no intestino de um animal, causando obstrução e bloqueio que depois terão de ser removidos cirurgicamente por um veterinário.
A árvore de Natal está cheia dos perigos para cães e gatos. As fitas podem ser um alvo atraente para brincar, mas se ingeridas, podem torcer acima dos intestinos, e podem causar obstruções. Este é um perigo particular para gatos e gatinhos, que veem nelas, uma brincadeira irresistível.
As bolinhas da árvore de Natal são para eles um brinquedo divertido. Os cachorros – principalmente os filhotes – costumam morder e ingerir pedaços dos enfeites. A melhor solução é deixar a árvore em um local fora do alcance dos animais e ficar sempre de olho. Também existem produtos vendidos em pet centers para afastá-los. É só aplicar uma pequena quantidade nos objetos. Os bichos vão desistir da "tentação" depois da primeira lambida, por causa do gosto ruim.
O calor também é um problema, pois aqui no Brasil, as festas de fim de ano coincidem com o início do verão e, por isso, é bom tomar cuidado para evitar a desidratação. Dê água gelada e deixe o animal em um lugar onde haja sombra. Paredes e pisos frios também são opções para o pet encostar e se refrescar.
Outra dica é evitar passeios em horários muito quentes. Além disso, se o cachorro ou gato tiver pelagem clara e estiver exposto ao sol, o dono deve passar protetor solar (produtos específicos para animais, encontrados em pet shops) em áreas mais sensíveis, como as orelhas.
Já se você e sua família resolveram viajar no fim de ano com seu bichinho, certifique-se de que a viagem será confortável. O ideal é que tanto gatos como cachorros sejam levados dentro de caixas de transporte de tamanho adequado, deve-se evitar alimentar o animal nas duas horas que antecedem a viagem, para que ele não vomite no caminho, e, se o percurso for longo, pare algumas vezes para o animal fazer xixi. Além disso, prefira viajar nos horários mais frescos – bem cedinho ou durante a noite.
Além disse certifique-se de que seu animal esta devidamente vacinado e vermifugado, para que não haja nenhum imprevisto com a saúde dele durante a estadia fora de casa. Alguns agentes etiológicos de doenças tem predileção por determinadas regiões.
Caso você vá viajar mas não vá levar seu animal, pode deixa-lo em um hotelzinho, mas verifique as instalações e certifique-se de que o estabelecimento é confiável e com profissionais aptos a lidar com eventuais problemas de saúde.
Muita gente adora que seu pet entre no espírito do Natal com a família. Da mesma forma, a noite de Ano Novo também merece comemoração do bichinho de estimação. Mas as festas, com decoração, luzes, comida à vontade e presentes pelo chão podem representar perigo para o animal. Portanto se for melhor para o animal, opte por deixa-lo mais confinado durante as celebrações, deixando-o num quarto, mais tranquilo, e longe da comilança!!!
Mas se além disso tudo você ainda acha que seu peludo merece comemorar as festas de forma especial, faça como eu: Substitua a ração dele por uma ração especial, de patê, ou de molho, enfeite com uns biscoitos caninos e prontinho!!! Ou mesmo uma alimentação fresca e balanceada, adequada a seu pet (de uma outra vez conversamos sobre isso). Assim seu peludo terá uma ceia de fim de ano deliciosa só para ele!!!!
Com isso termino nossa conversa hoje desejando um Natal maravilhoso a todos vocês, e um 2012 cheio de felicidade, saúde e amor (isso nossos peludos tem de montão para nos dar)!!!!
Letícia (a Bichon levada do começo do post) também manda muitos cheirinhos e lambidinhas a todos os amigos!!!
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Coprofagia
Coprofagia é um comportamento mais observado em cães, raro em gatos, que consiste na ingestão das próprias fezes, ou de outro animal. É observada principalmente em animais jovens, sem predileção de sexo ou raça. Existem diversas motivações para que o animal exiba este comportamento. Dentre elas podemos citar:
• Durante as primeiras semanas de vida dos filhotes, as cadelas fazem estimulação anogenital dos filhotes, ingerindo suas excretas, estimulando e excreção dos cãezinhos, e mantendo o ninho limpo, evitando que o local fique contaminado. Este comportamento, nesta época da vida, é natural e necessário. Assim que os filhotes estiverem mais crescidinhos a cadela usará de outros meios para ensiná-los a defecar longe da área aonde eles dormem e são alimentados. Ela passará a se levantar do ninho alguns minutos antes deles estarem totalmente saciados. Os filhotes então procuram as tetas, para continuar a mamada, e saem do ninho atrás da mãe, e assim, defecam fora do ninho (o que normalmente ocorre logo após o fim da mamada).
• Animais jovens podem usar a coprofagia como mais um método de exploração do seu ambiente, principalmente se forem animais mantidos por longos períodos em ambientes empobrecidos e vazios.
• Gosto. Embora difícil para os proprietários aceitarem, alguns animais, simplesmente gostam do cheio, sabor e textura das fezes, e as ingerem, principalmente em se tratando de fezes de gatos, devido ao teor proteico.
• Cães com polifagia podem buscar material fecal como meio de saciar seu apetite excessivo.
• Animais com má absorção, devido a problemas como insuficiência pancreática doenças intestinais, ou verminoses, ou cães com dieta inadequada (baixos níveis proteicos, alimentação insuficiente ou dietas muito ricas em carboidratos e fibras) podem necessitar de nutrientes adicionais, e para suprir esta carência, ingerem fezes.
• Quando mais de um cachorro é alimentado ao mesmo tempo, e no mesmo preto, um deles, dominante, pode ingerir muito mais ração que o outro, impedindo com que o mais submisso fique saciado, e, portanto possa desenvolver a coprofagia.
• Alguns estudos também mostram que cachorros alimentados uma única vez ao dia, tendem a comer as próprias fezes mais dos que os cães alimentados duas ou mais vezes por dia, pois alguns cães possuem uma dificuldade maior de absorver os nutrientes se eles forem oferecidos em uma única grande porção de alimento. Os nutrientes, nestes casos, acabam passando direto para as fezes do animal que, mais tarde, sentindo-se mal nutrido, acaba voltando nas próprias fezes para se alimentar.
• Os cães podem descobrir que a coprofagia resulta na imediata atenção dos donos, e assim, utilizam este comportamento para obtê-la.
• Alguns cães inclusive desenvolvem a coprofagia, por terem sido excessivamente punidos ao defecarem, portanto eles tendem a limpar o ambiente e evitar a punição. O grau necessário de severidade da punição para causar tal reação vai depender da sensibilidade individual de cada cachorro. Ou seja, nem sempre é preciso que o cachorro seja “espancado” a cada acidente para que ele passe a comer as próprias fezes.
• Maus hábitos de higiene também têm sua contribuição. Animais q ficam presos em locais pequenos e sujos podem desenvolver a habilidade de limpar a área por conta própria.
• A coprofagia pode também ser um comportamento ligado à ansiedade, ansiedade de separação, ou mesmo um transtorno compulsivo.
São vários os fatores de risco, como confinamento, falta de estimulação, doença pré-existente, dieta não balanceada adequadamente, fácil acesso às fezes e ansiedade, e cabe ao veterinário, distinguir entre as causas clínicas e comportamentais, para poder tentar a melhor alteração de manejo e tratamento para este animal, que pode incluir somente uma mudança de manejo, ou esta, associada com administração de medicamentos.
Existem algumas medidas que podem ser tomadas como preventivas à coprofagia, ou até mesmo para tentar diminuir a incidência do comportamento, se o seu cão já tiver começado a apresentar o problema. Dentre elas:
• Alimente seu cão pelo menos duas vezes por dia (filhotes até 6 meses vão precisar ser alimentados pelo menos 3 vezes por dia) e com uma ração de boa qualidade.
• Se você possui mais de um cachorro na casa, alimente-os em pratos separados e certifique-se que todos estão tendo oportunidade de comer direitinho.
• Procure manter o jornal do seu filhote sempre bem limpinho e, de preferência, não deixe o filhote ver você limpando as fezes. Não queremos que o filhote muito inteligente resolva imitar o seu comportamento.
• Não brigue com o seu filhote se ele já tiver feito o cocô ou xixi no lugar errado. Somente chame a atenção dele, se ele for pego no ato!
• Se você começar a ver movimentos circulares pegue seu cão no colo e leve-o imediatamente para o local permitido. Se ele já estiver no meio do xixi, ou do cocô, não espere ele acabar. Interrompa-o com um sonoro "AÍ NÃO", pegue o bicho no colo e leve-o imediatamente para o jornal. Chegando no jornal NÃO brigue com o filhote, pelo contrário faça a maior festa do mundo e se uma gotinha de xixi ou cocô cair no jornal faça ele se sentir o mais amado dos bichos.
• Observe sempre que o seu cachorro for ao banheiro e crie uma rotina para distraí-lo assim que ele fizer o cocô. Acabado os negócios chame-o para um cômodo bem longe da área com o jornal e dê um biscoitinho para o totó. Enquanto ele fica distraído comendo o biscoitinho limpe o jornal rapidamente, sem deixar que o peludo veja.
• Se você também tem gatos em casa, coloque as bandejas sanitárias em um local ao qual o cão não tenha acesso.
• Palitinhos de probiótios e prebióticos são bons para formar uma flora intestinal adequada no cão.
• Se o seu veterinário prescrever um vermífugo lembre-se que é muito importante seguir a risca as orientações dadas por ele. Administre o remédio na dose correta e nos dias exatos para não perder o ciclo dos parasitas.
• Você pode também perguntar ao seu veterinário se ele recomenda algum tipo de "aditivo" para colocar na comida do seu cachorro e tornar as fezes desagradáveis. Existem produtos importados para este fim e também algumas alternativas "caseiras" mas NUNCA faça nada sem consultar o seu veterinário primeiro.
• Reserve uma parte do dia para dar atenção e exercitar o peludo.
A medida mais importante que você tem a tomar para resolver este caso é consultar seu veterinário de confiança, pois somente ele é capaz de fazer o diagnóstico correto, e diferenciar os diversos tipos de causa, para resolver o tratamento, da coprofagia, e de alguma doença primária ou secundária à coprofagia, se for o caso.
Outra coisa importante que o proprietário de um cão coprofágico deve saber, é que para retirar este comportamento de um cão, é necessária muita paciência e supervisão, e que em casos em que o animal já exibe o comportamento de coprofagia há muito tempo, o prognóstico é reservado e o problema pode persistir, apesar do tratamento.
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