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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Obesidade


Obesidade é um transtorno caracterizado pelo acumulo excessivo de gordura, em níveis muito superiores ao necessário para o funcionamento orgânico, em conseqüência da alteração na ingestão de nutrientes, distúrbio dos gastos energéticos, ou ao desequilíbrio interno dos dois processos.

Considera-se, arbitrariamente, animais obesos aqueles com peso corporal igual ou superior a 10% do ideal. No entanto, é difícil determinar o peso adequado, pois existem diferenças entre animais com relação a massa corporal, além de variações dentro das raças. Um método bastante simples e prático para se ter uma noção do estado corporal, a fim de avaliar se o animal está ou não com problema de obesidade, é efetuar a palpação de toda a região das costelas. Geralmente, estas são facilmente palpáveis em animais não obesos. Quando há excesso de peso, ocorre dificuldade em palpar estas estruturas ósseas. Entretanto, é importante o exame cuidadoso de todo o animal, uma vez que poderão ocorrer casos em que há deposição de gordura somente em locais menos comuns, como nos membros.


A ocorrência da obesidade é uma das conseqüências mais freqüentes da má nutrição observada na prática clínica de pequenos animais. Estima-se que afeta de 6 a 12% dos gatos, e 25 a 45% da população canina.

É bastante comum em animais com idade avançada, podendo estar relacionada a diminuição do gasto energético, devido a reduzidas atividades e a alterações no metabolismo corporal em função da idade. Certas raças de cães são mais propensas a tal distúrbio, como o Labrador, Cairn Terrier, Shetland Sheepdoog, Bassethound, Cocker Spaniel e Long Haired Dachshund.


A obesidade geralmente ocorre relacionada à alimentação excessiva, e a conseqüente ingestão de nutrientes acima das exigências fisiológicas. A falta de normas exatas de alimentação, e a grande variabilidade dos componentes das rações caseiras, podem ser considerados como sendo os erros mais comuns que levam a ocorrência dessa patologia. Além disto, a falta de exercícios aumenta a predisposição do animal a um peso acima do ideal.
Somente um pequeno número da casuística de animais obesos não castrados é decorrente de alterações endócrinas, como hipotireoidismo.

O excesso de peso é um desequilíbrio orgânico que põe em risco à saúde geral, por ser um fator altamente predisponente a muitas outras patologias, determinando problemas do sistema locomotor e das articulações, alterações cardiopulmonares e endócrinas, como a diabetes mellitus, maior susceptibilidade às enfermidades infecciosas, além de aumentar os riscos de complicações cirúrgicas.


Abaixo temos alguns problemas de saúde causados pela obesidade nos animais de estimação:

* Problemas respiratórios pois num cão obeso os pulmões têm menos espaço para se encherem de ar e têm em contrapartida de aumentar a sua capacidade de captação de oxigênio para fornecer ar ao maior número de células no corpo.

* Problemas de pele e pelagem.

* Artrite e outras doenças articulares. O aumento de peso faz com que o cão tenha de forçar mais as articulações para se poder movimentar. A artrite, que provoca dores intensas, pode-se desenvolver devido ao aumento da pressão sobre joelhos, anca e cotovelos. Esta condição é ainda mais preocupante nas raças de porte grande que são já predispostas a desenvolver displasias.

* Problemas cardíacos. O coração é um órgão bastante afetado pela obesidade. O coração tem de aumentar a sua capacidade de distribuição de sangue a muitos mais sítios que se foram criando com a acumulação de massa. Como o sangue tem de percorrer um caminhos mais longos, a força ou pressão com que é bombeado tem de aumentar

* Diabetes. Doença sem cura que pode obrigar a injeções diárias de insulina e pode levar à cegueira. A incapacidade de produção de insulina para processar os níveis aumentados de açúcar está por detrás do desenvolvimento de diabetes.

* Aumento da probabilidade de desenvolver tumores. Estudos recentes associam o desenvolvimento de cancêr, sobretudo mamário ou no sistema urinário, com a obesidade.

* Perda de eficácia do sistema imunológico. As doenças virais parecem afetar de forma mais agressiva os cães com excesso de peso.

* Problemas gastrointestinais. Diarreia e o aumento da flatulência ocorrem mais frequentemente em cães obesos, situação que não é agradável nem para o cão e nem para o dono.


O sucesso para a perda de peso está na restrição do número de calorias, pelo fornecimento de dietas com total de energia menor do que o requerido para manter o peso corporal, propiciando um balanço energético negativo para induzir o gasto de calorias dos depósitos do organismo. O veterinário deve recomendar a dieta ideal para cada animal, baseado em suas necessidades diárias, mas antes ele vai realizar um exame completo, para descartar quaisquer desordens endócrinas.

A forma de administração da dieta também é importante, já que obtém-se melhores resultados através da utilização de pequenas, mas freqüentes refeições, duas ou três vezes ao dia, as quais somam o mesmo conteúdo calórico de uma única refeição diária.


Nos Estados Unidos já é certo que mais de 50% dos cães e gatos são obesos, e no Brasil estamos indo em direção ao mesmo caminho!!!
É muito importante evitar que seu animal se torne obeso, oferecendo para ele ração balanceada, de boa qualidade, sem oferecer restinhos de comida, nem petiscos constantes, e mantendo uma rotina de atividade adequada, pois a obesidade é um fator de risco para diversas outras patologias.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Olá a todos! Sejam bem vindos!

Antes de mais nada vamos começar com as apresentações. Melhor assim né?

Meu nome é Daniela e moro em Ouro Branco, uma cidade pequena próxima à Belo Horizonte, capital de Minas Gerais e há alguns meses realizei um dos meus sonhos!!! Graduei em Medicina Veterinária!!!

Bom, mas vamos começar do começo: Não nasci aqui, mas me mudei para cá com meus pais quando era bem pequenina, e sempre fui a menina que gostava de animais - era aquela que não podia olhar para um vira-latas na rua, pois eles sempre iam atrás, e queria cuidar de todos, o que deixava a mãe maluca (detalhe: minha mãe sempre foi um pouco resistente quanto a animais em casa). 

Quando criança eu levava filhotes de gatinhos, que encontrava perdidos na rua, para dentro de casa, e os escondia no meu quarto, debaixo da minha cama, como se não fosse ser descobertos. Logo que eram descobertos e proibidos de ficar no quentinho do meu quarto, eu tinha que arrumar donos para eles. E lá ia eu, chorando, me desfazer dos “meus” gatinhos. Mas logo eu descobria outro animal que precisava da minha ajuda, e começava tudo de novo. Gatinhos, cãezinhos, passarinhos, algumas vezes lagartixas, sapos, ratinhos, gambás e até um besouro uma vez... Qualquer um eu iria adorar e cuidar como se fosse meu! 

Na escola, toda minha vida, sempre fui apaixonada por biologia e por isto, a certa altura da minha vida, como conhecia muitos médicos (por incrível que pareça, nunca tinha visto um veterinário trabalhando de perto), resolvi que iria estudar medicina, até que um dia, veio o estalo: Essa minha paixão por animais e biologia só poderia me levar para uma coisa, a Medicina Veterinária, claro... isso se tornou muito claro pra mim.

Então passei no vestibular para Medicina Veterinária em outra cidade. E eu adorava, sempre foi minha paixão, mas por causa de algumas coisinhas e um problema de saúde, precisei parar por um tempo e voltar para casa. Nesse tempo em que não estudei, dei aulas de Inglês no Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (ICBEU) e gostei muito de ser professora também... aprendi muito, aprendi a ser menos tímida, aprendi a apresentar trabalhos, a  falar em público, e sempre achei gostoso o sorriso das crianças na sala de aula, o abraço que me davam quando me encontravam na rua, a forma carinhosa que sempre fui tratada... mas eu não tinha os rabinhos abanando e os ronronados, e isso me fez muita falta.

Portanto resolvi voltar a estudar, ou melhor, recomeçar! Troquei para uma faculdade perto de casa, pois poderia conciliar com as aulas de Inglês, e fazer as duas coisas que tanto gostava! Nesse tempo fui a vários congressos, apresentei palestras em escolas, participei de jornadas acadêmicas e fiz estágios! No fim do ano passado a vida acadêmica ficou atribulada e eu precisei escolher, portanto dei prioridade para meu sonho e parei de dar aulas de Inglês. 

Mas em janeiro de 2011, eu realizei este sonho, e depois de muita luta, me tornei Médica Veterinária.

Adoro ler, escrever, ensinar e adoro a profissão que escolhi, por isso resolvi fazer este blog, aonde eu pretendo escrever um pouquinho sobre cuidados com seu pet, melhores formas de tratar, comportamento, alguns problemas de saúde, raças, além de tirar algumas dúvidas que forem surgindo... enfim, mostrar a todos um pouquinho da minha vida e do meu trabalho.

Sintam-se livres para perguntar qualquer coisa, opinar, discutir, e mais uma vez, sejam todos muito bem vindos!!!